quarta-feira, 26 de setembro de 2018




Brincadeiras e jogos simbólicos
Para a perspectiva histórico-cultural o brinquedo tem claras relações com o desenvolvimento infantil. Principalmente em atividades de faz-de-conta e jogos de papéis. Essa relação torna-se possível porque o brinquedo permite a criança desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória e a imaginação. Com as brincadeiras e jogos, as crianças aprendem a movimentar-se de diversas formas, desenvolvendo a coordenação motora, o conhecimento do seu corpo, combinar e cumprir regras, o qual por sua vez apoiará o desenvolvimento cognitivo e social. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Nesse sentido, para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade.
Jogos com regras e intelectuais
Os jogos classificados por regras específicas, entre a faixa etária dos 2 e 3 anos de idade, precisam ser simples com regras não muito complexas. Podem ser atividades acompanhadas por canções nas quais as crianças sigam algumas instruções. Na faixa etária de 4 e 5 anos os jogos tornam-se mais complexos, exigindo mais agilidade nos movimentos, e desenvolvendo novas habilidades de pensamento. Os primeiros jogos de regras são valiosos para o desenvolvimento de capacidades corporais de equilíbrio e coordenação, mas trazem também a oportunidade, para as crianças, das primeiras situações competitivas, em que suas habilidades poderão ser valorizadas de acordo com os objetivos do jogo.

É muito importante que o professor esteja atento aos conflitos que possam surgir nessas situações, ajudando as crianças a desenvolver uma atitude de competição de forma saudável. Nesta faixa etária, o professor é quem ajudará as crianças a combinar e cumprir regras, desenvolvendo atitudes de respeito e cooperação tão necessárias, mais tarde, no desenvolvimento das habilidades desportivas (RCNEI, 1998, v. 3, p. 37).

A brincadeira como recurso privilegiado do desenvolvimento da memória e a capacidade de expressar-se, interagir e argumentar, a partir de diferentes linguagens. Os jogos coletivos como: (esconde-esconde, pega-pega, jogos de mico, memória, bingo, etc).
Jogos e brincadeiras tradicionais
Os momentos de jogo e de brincadeira devem se constituir em atividades permanentes nas quais as crianças poderão estar em contato também com temas relacionados ao mundo social e natural. O professor poderá ensinar às crianças jogos e brincadeiras de outras épocas, propondo pesquisas junto aos familiares e outras pessoas da comunidade e/ou em livros e revistas. Para a criança é interessante conhecer as regras das brincadeiras de outros tempos, observar o que mudou em relação às regras atuais, saber do que eram feitos os brinquedos.
Portanto, pode-se dizer que a interação social é importantíssima para a aprendizagem e desenvolvimento intelectual da criança, pois, Vygotsky afirma que é na relação social do “eu” com o “outro” que ocorre o desenvolvimento, e é na interação com o meio social que se dá a aprendizagem. O processo de interação social é a comunicação humana, pois é no compartilhamento entre vários grupos que se criam novos pensamentos e com isso, novas aprendizagens.
A abordagem Sociointeracionista, de Vygotsky, segundo a qual o desenvolvimento humano se dá em relação nas trocas entre parceiros sociais, através de processos de interação e mediação. Sua mediação com o mundo, através das intervenções constantes do adulto, os processos psicológicos mais complexos começam a se formar, onde a partir daí, as conquistas individuais resultam de um processo compartilhado. Quando internalizados