Brincadeiras e jogos simbólicos
Para a perspectiva histórico-cultural o brinquedo tem claras
relações com o desenvolvimento infantil. Principalmente em atividades de
faz-de-conta e jogos de papéis. Essa relação torna-se possível porque o
brinquedo permite a criança desenvolver algumas capacidades importantes, tais
como a atenção, a imitação, a memória e a imaginação. Com as brincadeiras e
jogos, as crianças aprendem a movimentar-se de diversas formas, desenvolvendo a
coordenação motora, o conhecimento do seu corpo, combinar e cumprir regras, o
qual por sua vez apoiará o desenvolvimento cognitivo e social. Se a brincadeira
é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca
tenha o domínio da linguagem simbólica. Nesse sentido, para brincar é preciso
apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes
novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da
articulação entre a imaginação e a imitação da realidade.
Jogos com regras e intelectuais
Os jogos classificados por regras específicas, entre a faixa
etária dos 2 e 3 anos de idade, precisam ser simples com regras não muito
complexas. Podem ser atividades acompanhadas por canções nas quais as crianças
sigam algumas instruções. Na faixa etária de 4 e 5 anos os jogos tornam-se mais
complexos, exigindo mais agilidade nos movimentos, e desenvolvendo novas
habilidades de pensamento. Os primeiros jogos de regras são valiosos para o
desenvolvimento de capacidades corporais de equilíbrio e coordenação, mas
trazem também a oportunidade, para as crianças, das primeiras situações
competitivas, em que suas habilidades poderão ser valorizadas de acordo com os
objetivos do jogo.
É muito importante que o professor
esteja atento aos conflitos que possam surgir nessas situações, ajudando as
crianças a desenvolver uma atitude de competição de forma saudável. Nesta faixa
etária, o professor é quem ajudará as crianças a combinar e cumprir regras,
desenvolvendo atitudes de respeito e cooperação tão necessárias, mais tarde, no
desenvolvimento das habilidades desportivas (RCNEI, 1998, v. 3, p. 37).
A brincadeira como recurso privilegiado do desenvolvimento da
memória e a capacidade de expressar-se, interagir e argumentar, a partir de
diferentes linguagens. Os jogos coletivos como: (esconde-esconde, pega-pega,
jogos de mico, memória, bingo, etc).
Jogos e brincadeiras tradicionais
Os momentos de jogo e de brincadeira devem se constituir em
atividades permanentes nas quais as crianças poderão estar em contato também
com temas relacionados ao mundo social e natural. O professor poderá ensinar às
crianças jogos e brincadeiras de outras épocas, propondo pesquisas junto aos
familiares e outras pessoas da comunidade e/ou em livros e revistas. Para a
criança é interessante conhecer as regras das brincadeiras de outros tempos,
observar o que mudou em relação às regras atuais, saber do que eram feitos os
brinquedos.
Portanto,
pode-se dizer que a interação social é importantíssima para a aprendizagem e
desenvolvimento intelectual da criança, pois, Vygotsky afirma que é na relação
social do “eu” com o “outro” que ocorre o desenvolvimento, e é na interação com
o meio social que se dá a aprendizagem. O processo de interação social é a
comunicação humana, pois é no compartilhamento entre vários grupos que se criam
novos pensamentos e com isso, novas aprendizagens.
A abordagem
Sociointeracionista, de Vygotsky, segundo a qual o desenvolvimento humano se dá
em relação nas trocas entre parceiros sociais, através de processos de
interação e mediação. Sua mediação com o mundo, através das intervenções
constantes do adulto, os processos psicológicos mais complexos começam a se
formar, onde a partir daí, as conquistas individuais resultam de um processo
compartilhado. Quando internalizados
















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